Mário Cesariny de Vasconcelos
nasceu a 9 de Agosto de 1923 em Lisboa. Estudou na Academia de Amadores de
Música e, na década de 40, entrou na Escola de Artes Decorativas António
Arroio. Em 1947, escreveu os poemas “Louvor” e “Simplificação de Álvaro de Campos”
e começou as suas primeiras aventuras no mundo das Artes Plásticas. Neste ano
frequentou a Academia La Grande Chaumière. Mário tornou-se um dos mais importantes
defensores do movimento surrealista francês e juntou-se ao Grupo Surrealista de
Lisboa. Participou, em 1949/50, nas I e II Exposições dos Surrealistas.
Publicou várias obras poéticas como por exemplo “Corpo Visível” (1950), “Um
Auto para Jerusalém” (1964), “As Mãos na Água a Cabeça no Mar” (1972) e a
obra de ficção Titânia (1994). Cesariny faleceu dia 26 de Novembro de 2006, em
Lisboa.
terça-feira, 13 de novembro de 2012
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
Pastelaria
Afinal o que importa não
é a literatura
nem a crítica de arte
nem a câmara escura
Afinal o que importa não
é bem o negócio
nem o ter dinheiro ao
lado de ter horas de ócio
Afinal o que importa não
é ser novo e galante
- ele há tanta maneira
de compor uma estante
Afinal o que importa é
não ter medo: fechar os olhos frente ao precipício
e cair verticalmente no
vício
Não é verdade rapaz? E
amanhã há bola
antes de haver cinema
madame blanche e parola
Que afinal o que importa
não é haver gente com fome
porque assim como assim
ainda há muita gente que come
Que afinal o que importa
é não ter medo
de chamar o gerente e
dizer muito alto ao pé de muita gente:
Gerente! Este leite está
azedo!
Que afinal o que importa
é pôr ao alto a gola do peludo
à saída da pastelaria, e
lá fora – ah, lá fora! – rir de tudo
No riso admirável de
quem sabe e gosta
ter lavados e muitos
dentes brancos à mostra
Mário Cesariny
domingo, 11 de novembro de 2012
No princípio era
Damos início ao blogue da disciplina de Português do 11º 1A do Colégio Valsassina. Aqui partilharemos poesia e companhia.
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